El Mapa de Todos - Dia 1

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Dela

28 nov 2008, 18:16

El Mapa de Todos

27/11/2008

Começando do começo... A loucura na tarde de hoje

Como sempre aconteceu em eventos no Espaço Brasil Telecom, deixei eu pra comprar o ingresso lá na hora. Pouquíssimas foram as vezes que vi os ingressos se esgotarem com antecedência e, na maioria destas, já estava com o ingresso garantido. A tarde hoje foi insana, implorando até no Twitter por um ingresso perdido. Tudo em vão.

De repente, uma luz. Uma amiga me manda uma mensagem que talvez iria conseguir dois ingressos e não tinha companhia. Oi? A companhia apareceu! =P

Maaaas... (Sempre tem um mas, né?) Umas 19h e pouco ela me ligou dizendo que não conseguiu o ingresso. Enlouqueci novamente. Resolvi que iria mesmo ao Espaço Brasil Telecom tentar conseguir ingresso, como era o plano inicial. Mesmo debaixo de chuva, foi o que fiz.

A amiga da bilheteria

Chegando lá, fui logo à bilheteria, com cara de desentendido, perguntar se ainda tinha ingresso. A gentil atendente disse que não, mas de vez em quando apareciam um desistentes. Depois de meia hora e o show do Beto Só, consegui meu ingresso.

Os portugas

Entrei, vi a última música do Beto Só e adentrei o teatro para o show que eu mais esperava naquela noite: Azevedo Silva. O cantor português faz músicas extremamente sinceras e melancólicas ao violão. Músicas que, se você não for um zumbi, certamente te emocionarão. Com problemas na guitarra de seu parceiro de palco Filipe Grácio, Azevedo ameaçou começar com Vai Com a Chuva. Mas os problemas foram resolvidos e o show começou como devia, com a música De olhos fechados, do disco mais recente, Autista.

A dupla mostrou que estava realmente feliz -- e tímida -- no palco e fez um show muito bem recebido pelo auditório com mais de 400 pessoas. Vai Com a Chuva foi destaque. Foi interessante também perceber a temática sombria se repetindo em várias músicas -- como A morte, De olhos fechados, Pena, Um pobre diabo. Azevedo se explicou dizendo que estava mais próximo do Pólo Norte que nós brasileiros e também culpou o 6x2 que a seleção portuguesa tomou na última sexta-feira.

White Stripes argentino?

Como tivemos que sair do auditório para a preparação do palco para Marcelo Camelo, fui assistir ao show dos uruguaios Danteinferno. E não é que foi legal? A dupla de baterista e guitarrista/gaitista/vocalista faz um som bem barulhento, com grande influência do grunge, deixando Montevidéu bem próxima de Seattle.

Finalmente... Eles!

Sim. Eles! Não fui lá pelo Marcelo Camelo. O Sou não é um disco que me agradou tanto. Fui para ver sua banda de apoio, os paulistas do Hurtmold. E eles foram o grande destaque da apresentação.

Camelo começou o show sozinho ao violão de nylon, mas logo o trocou pela guitarra e o Hurtmold se juntou a ele no palco. Tudo Passa, Menina Bordada e Mais Tarde -- muito aplaudida pela platéia -- fizeram a galera querer dançar, mas todos continuaram em seus lugares. A banda acompanhou Marcelo Camelo até nas músicas nas quais não tocaram no disco, como Janta e Liberdade. E fica a pergunta: por que eles não tocaram logo no disco todo? Tudo ficou bem mais interessante que nas versões de estúdio.

O Hurtmold é uma banda que merece um parágrafo à parte. No show do ex-Hermano, seus seis integrantes se revezam lindamente entre bateria, percussões, escaleta, clarinete, flügel horn, guitarras, violões, baixo, teclados, sanfona, vibrafone e vocais. Depois do show ficou no ar aquela vontade de ver o sexteto se apresentar sozinho. Que venham logo a Brasília!

Do Los Hermanos, Marcelo Camelo tocou Pois É (com um arranjo épico) e Morena. Trouxe também Despedida, música que havia sido gravada apenas por Maria Rita. O público, como sempre, pediu Anna Júlia e Pierrot. Não foram atendidos. Pra terminar, no bis, Santa Chuva cantada por Marcelo Camelo e um coro de 500 vozes e Copacabana.

Próximo!

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* Ouvindo: Coldplay - Chinese Sleep Chant

(Publicado originalmente na DMBrasil.)

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