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  • Review - Danko Jones e Bombus - Hard Club, Porto - 16/05/2013

    20 maj 2013, 12:41

    Quinta 16 Mai – Danko Jones, Bombus



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    O rock está vivo! Ainda que a afirmação seja cliché, Danko Jones continua a ser, em 2013, a prova viva do mesmo. O início impetuoso proporcionado por ‘Had Enough’ e ‘Play The Blues’, tema do primeiro longa-duração ‘Born A Lion’ que foi, para contentamento geral, lançado ao público como quem ‘atira carne a leões’, não deixou lugar a quaisquer incertezas e saciou-nos prematuramente.

    Depois da passagem pelo Palco Optimus do Alive ’12, o trio canadiano regressou a Portugal em jeito de promoção a ‘Rock And Roll Is Black And Blue’, ainda que o set escolhido não se tenha centrado, de todo, no seu novo registo.
    Na verdade, apenas ‘Just A Beautiful Day’, ‘Conceited’, ‘I Believe In God’ e já no encore ‘Legs’ figuraram no alinhamento diversificado que percorreu os seus seis álbuns de estúdio.

    Apesar de conhecida a capacidade comunicativa de Danko, nunca sabemos ao certo o que esperar do afável ícone do rock que faz sempre questão de nos brindar com sua habilidade na arte do entretenimento. Desde aconselhar fotógrafos, pedir ao público que os vaia-se em vez de os aplaudir e até mesmo reparar num particular espectador mais ‘sério’ que por fim conseguiu fazer sorrir, Danko soube sempre como divertir e cativar os presentes.
    Por entre temas como ‘First Date’, ‘Code Of The Road’ e ‘Sugar Chocolate’ recordou ainda passagem do trio pela cidade do Porto à cerca de dois anos e meio atrás, demasiado tempo para uma banda que, segundo o próprio, devia de visitar a invicta a cada seis meses.

    ‘Full Of Regret’, que incluiu um solo por parte do novo baterista Adam Willard, ‘Lovercall’ e ‘I Think Bad Thoughts’, conciliada com dois riffs de ‘Iron Man’ dos Black Sabbath, não só foram preenchendo as expectativas como expuseram os canadianos como uma autêntica máquina de rock bem oleada.

    Sem esquecer aqueles que deixaram um importante contributo no universo da música pesada, várias personalidades como Dimebag Darrell, Cliff Burton, Clive Burr, Joey/Jonnhy/Dee Dee Ramones, Jeff Hanneman e Ronnie James Dio foram glorificadas por Danko num apogeu retratado na final e exclusiva ‘Mountain’.

    A primeira parte ficou a cargo dos suecos Bombus que expuseram de forma cumpridora o seu auto-intitulado ‘Heavy Duty Bomboozle Bonanza’, algo que, pelo que ouvimos, se traduziu num heavy metal com algumas variações entre o stoner e o sludge.

    Agradecimentos: Everything Is New

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!
  • Review - This Routine Is Hell, The Skrotes, Local Trap, Shitmouth e Answers Within -…

    15 apr 2013, 11:19

    Sexta 12 Abr – This Routine is Hell, The Skrotes, Local Trap, ShitMouth, Answers Within



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui.

    Há concertos de hardcore em boas salas...depois há aqueles concertos de hardcore na cave do Almaemformol, cujas condições não são de perto as melhores, mas em que o nível de brutalidade dispara pelo cariz diy e underground do espaço e nos deixa doridos durante os dias seguintes.
    Brutalidade que ganha ainda mais relevância quando nele assistimos à impetuosidade de bandas como os This Routine is Hell.

    Os holandeses que percorrem Portugal durante estes dias iniciaram a tour de apresentação do novo e brilhante registo ‘Howl’ com um concerto veemente para ‘descarregar frustrações da vida quotidiana’, como referiu o vocalista Noam, ao qual apontamos o dedo unicamente pela curta duração.

    Verdadeiramente intensos e caóticos no regresso ao nosso país, levaram plateia e espaço ao limite com temas como ‘Nostalgia’, ‘Asleep’, ‘The Weight Of Defeat’ e ainda com uma versão de ‘Territorial Pissings’ dos Nirvana.
    Que adjectivos usar mais para descrever um concerto em que à falta de palco se usa uma escada para se fazer diving?

    Presentes estiveram ainda os Local Trap e ShitMouth, colectivos que continuam a mostrar o que de melhor se faz na invicta a nível de hardcore e punk, bem como os Answers Within, que revelam cada vez mais uma bela direção à la Title Fight, e os setubalenses The Skrotes com o seu característico skate punk.

    Agradecimentos:
    Ruins Records

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  • Review - Hard As Hell - Bar do Estudante, Aveiro - 01/03/2013

    4 mar 2013, 14:07

    Sexta 1 Mar – Hard As Hell



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    Março não podia ter de começado de melhor maneira. O Hard As Hell, evento levado a cabo pela Associação A(c)tua Aveiro, apresentou um cartaz suficientemente atractivo para nos fazer sair da invicta, ao final de tarde de sexta-feira, e ‘descer’ até à cidade de Aveiro para assistir às actuações dos Hills Have Eyes, For The Glory, We Ride e Ash Is a Robot. Infelizmente, o tempo perdido na viagem e na caminhada entre a estação ferroviária da cidade e o Bar do Estudante fez-nos perder os primeiros concertos da noite a cargo dos Destruction Eve e dos Motim.

    Sem saber ao certo o que iriamos encontrar, deparamo-nos com um agradável ‘spot’ para concertos e, acima de tudo, com uma casa cheia e um excelente ambiente, mesmo quando os Ash Is a Robot estavam prestes a iniciar a sua actuação.

    Surgidos de uma fusão de elementos dos Beautiful Venom, Porn Sheep Hospital e até mesmo Ella Palmer, os rapazes de Setúbal são uma máquina bem oleada com uma sonoridade post-hardcore a fugir à regra do que se costuma fazer pelo país, bem influenciada por uns admiráveis At The Drive-In ou uns não menos sublimes Glassjaw.
    De facto é difícil não fazer tal comparação quando eles próprios transmitem em palco a energia dos referidos colectivos americanos, a começar logo por um irreverente Cláudio Anibal a ‘trepar’ colunas e PA, recordando-nos de um tal de Cedric Bixler-Zavala.
    Numa altura em que se preparam para lançar o seu primeiro longa-duração, apresentaram em Aveiro alguns temas, de forma robusta e coesa, que deverão compor esse mesmo registo, com um inevitável destaque para ‘Ariadne’, que já conta com videoclip.
    Confessamos que estávamos curiosos para os ver e gostamos do que vimos. Sem dúvida, uma banda para acompanhar de muito perto.

    Portugal sempre foi uma espécie de segunda casa para os We Ride, dada a proximidade da cidade de Vigo com o nosso país, e eles sempre fizeram questão de nos retribuir o carinho mostrado com prestações positivas e competentes, algo que, naturalmente, se verificou uma vez mais.
    Com ‘On The Edge’, o seu último trabalho, debaixo do braço a banda encabeçada pela simpática vocalista Mimi incitou os primeiros 2steps da noite ao som de ‘Stay Gold’ e ‘W.R. Crew’, que contou com a participação do Ricardo, aka Congas, dos For The Glory, sem deixar de fora composições mais antigas como ‘My Life, My Dreams’ e ‘Us Against The World’.

    Expoentes máximos da cena hardcore nacional não é de admirar que os For The Glory arrasem qualquer sítio por onde passem e o BE não foi excepção logo na primeira visita dos lisboetas à cidade de Aveiro.
    Explosivos do início ao fim, os FTG mostraram o músculo que os reveste e lhes da força por todo o país e por essa europa fora, obtendo uma positiva resposta de um público admirador e conhecedor do seu trabalho.
    Apesar da recente mudança de baterista, temas como ‘Armor Of Steel’, ‘No Faith’ e ‘Some Kids Have No Face’ mostraram que Congas e companhia continuam eficazes, algo provado e levado sempre ao extremo na habitual e aguardada ‘Survival Of The Fittest’, que conduziu ao maior alvoroço da noite entre a plateia.
    Irrepreensíveis, os For The Glory assinalaram, sem dúvida, o melhor concerto do Hard As Hell.

    Também na sua primeira visita à cidade dos ovos moles, os Hills Have Eyes, deixaram igualmente uma impressão positiva com uma actuação que pecou unicamente pela curta duração, algo que já tínhamos constatado na sua última passagem pelo Porto.
    O colectivo setubalense, que conta também com alguma vantagem no que toca a número de admiradores, foi o último a subir ao palco e deu um bom desfecho ao Hard As Hell, brindado-nos com as composições catchy de ‘Strangers’ que puxaram sempre ao sing along e crowd surf.
    Com uma postura e atitude em palco ao nível do nome que ostentam no underground nacional, os Hills Have Eyes não precisaram de meter o ‘pé no acelerador’ para voltarem a casa com o objectivo de missão cumprida.
    ‘Hold Your Breath’, ‘The Broken’ e ‘Anyway It’s Gone’ não ficaram de fora do set mas foi o tema que dá nome ao seu último registo, ‘Strangers’, a ditar o ponto alto da sua prestação.

    A encerrar em definitivo o evento, a dupla Union Sounds ainda distribuiu, noite dentro, umas boas doses de dubstep e drum n’ bass…mas isso foi apenas para os resistentes.

    Agradecimentos:
    Associação A(c)tua Aveiro / Bernardo Leite

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos
    aqui!
  • Review - Mono e Microphonics - Hard Club, Porto - 23/02/2013

    1 mar 2013, 02:41

    Sábado 23 Fev – Mono, Microphonics



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    Com mais de dez anos de carreira, os japoneses Mono são uma das bandas que inevitavelmente sobressaem sempre que se fala em post-rock. Não é de admirar, então, que depois de terem esgotado o Auditório da Fundação Serralves, em 2010, tenham repetido o feito ao fim de três anos, agora na sala mais pequena e acolhedora do Hard Club.

    Sublimes à sua maneira, os nipónicos deram início à actuação com a orquestral ‘Legends’, tema de abertura de ‘For My Parents’, comprovando desde os primeiros minutos a verdadeira ‘lenda’ que são dentro do género.
    Guiados pelo ‘maestro’ Taka Goto, guitarrista e mentor do projecto, os Mono são exemplo de como se pode reproduzir temas ao vivo de forma exímia, de facto, tão notável que nos esquecemos de todo o trabalho de estúdio, principalmente a nível de cordas, que o seu último trabalho preserva.
    No primeiro contacto com ‘Hymn To The Immortal Wind’, ‘Burial At Sea’, rapidamente seguida de uma profundamente sentimental ‘Dream Odyssey’, mostraram toda a tristeza e melancolia, que os compõem, de um modo tão íntimo que certamente fez brotar algumas lágrimas.
    Qualquer amante de post-rock sabe que o mesmo vive de dinâmicas e explosões e ‘Pure As Snow (Trails Of The Winter Storm)’ não deixa de ser uma ode à fórmula, ainda mais gratificante e colossal quando na sua fase final observamos o discreto Taka a atirar-se ao chão, de encontro aos seus pedais de efeitos, para um desfecho de tema impetuoso.
    ‘Follow The Map’, ‘Ashes In The Snow’ e ‘Unseen Harbour’ seguiram-se de modo afectivo e ternurento, sempre com o toque singelo e humilde que os caracteriza e que inevitavelmente nos enche o coração.
    A terminar, ‘Halcyon (Beautiful Days)’, de ‘Walking Cloud and Deep Red Sky, Flag Fluttered and the Sun Shined’, e ‘Everlasting Night’ encerram a actuação da mesma forma triunfal e orquestral que lhe deu início.
    Sempre ouvi dizer que não são precisas palavras quando a música fala por ela própria, e os Mono não fogem à regra, nem quando chega a altura de agradecer ao público, mas eles são assim mesmo, reservados. O seu maior agradecimento foi a actuação com que nos brindaram… não podemos pedir mais que isso.

    A abrir, Dirk Serries com o seu projecto a solo Microphonics, mostrou como apenas uma pessoa munida da sua guitarra e dos seus pedais de efeitos pode criar ambiências igualmente deslumbrantes, ainda que numa vertente mais downtempo, drone e minimalista.
    No seu último concerto ao lado dos Mono, a densidade sonora de Dirk gerou uma atmosfera agradável para o concerto que se seguiria.

    Agradecimentos:
    Amplificasom

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  • Review - Grankapo, We Ride, Blackjackers, The Idyll's End, Answers Within, Dirt…

    12 feb 2013, 12:48

    Sábado 9 Fev – We Ride, Grankapo, Blackjackers, The Idyll's End, Answers Within, Dirt Miles, Jofy & El tigre



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    Grankapo, We Ride, Carnaval, sábado à noite e casa cheia no Altar para receber o regresso dos lisboetas e galegos ao Porto e apoiar ainda um ‘punhado’ de bandas do underground nacional.

    O excesso de bandas que compuseram o cartaz, digamos que sete bandas numa noite não é propriamente comum e prático, levou o evento a prolongar-se noite dentro, até perto das quatro da manhã, para os mais resistentes, mas já lá vamos.

    Ao primeiro concerto, os Answers Within não providenciaram o início de noite que se esperava, dados os problemas técnicos que se foram verificando ao longo da sua actuação e que inevitavelmente geraram atrasos.
    Contudo, o instrumental, já que as vocalizações foram praticamente inaudíveis, e no final a cover de ‘Wake The Dead’ dos Comeback Kid, com o Nuno Vasques dos All Against The World em papel principal, deixaram boas referências.

    De seguida, os The Idyll's End providenciaram mais uma excelente prestação, à altura da excelente banda que são e que se tem vindo a afirmar cada vez mais ao longo dos últimos meses. ‘Paladin’ e ‘Blood Brothers’ continuam a mandar a ‘casa abaixo’ e a nova composição ‘The Architect’ ajudou a fazer estragos.

    Quem não perde uma noite de apostas, leia-se oportunidade de tocar, são os Blackjackers que brindam-nos sempre com festa ao mais alto nível, algo que, uma vez mais, não foi excepção. ‘Tiger Pun’ continua a ser merecedora de destaque no meio de toda a energia e frenesim que lhes é característico.

    Sensivelmente um ano após terem passado pelo Ex-Bar Underground, naquele que foi até a data o seu melhor concerto no Porto, os We Ride não conseguiram repetir o feito (embora com concerto positivo e competente), muito em parte pelas dimensões diferentes dos espaços e pelo facto de ‘On The Edge’, recente registo que vieram apresentar, não ser tao directo e fácil de ‘digerir’ quanto o seu antecedente ‘Directions’.

    Os Grankapo moldaram, sem dúvida, o melhor e mais intenso concerto da noite. O hardcore do colectivo lisboeta assenta nas origens oldschool do genéro e os presentes não lhe ficaram indiferentes, a julgar pelas respostas positivas que as composições do álbum ‘The Truth’ receberam.
    Com muito sing along e mosh à mistura, os lisboetas mostraram a fibra de que são feitos à malta do norte e não desiludiram, de modo algum, os que se deslocaram ao Altar exclusivamente para os ver.

    Com tanto de sentimento quanto de sensualidade e ‘javardice’ à mistura, estas últimas duas características referentes mais aos irreverentes Jofy & El tigre do que propriamente a Dirt Miles, os dois projectos acústicos ofereceram o melhor final de noite possível aos que teimaram abandonar o Altar e sim…foi do ‘amor’.

    Agradecimentos:
    Jofy

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  • Review - Cult Of Luna e HHY - Hard Club, Porto - 28/01/2013

    29 jan 2013, 15:57

    Segunda 28 Jan – Cult of Luna, HHY



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    Quando, finalmente, chega o momento de presenciar uma actuação de um colectivo que aguardamos anos para ver, é normal que as expectativas sejam elevadas, afinal a última passagem dos Cult of Luna pelo Porto foi há cerca de sete anos, ainda mais quando o último trabalho que vêm promover tem uma qualidade artística estupenda como o conceptual ‘Vertikal’ que os suecos vieram apresentar.
    Não é então, de todo, desajustado afirmar que as expectativas não só foram alcançadas como foram superadas logo aos primeiros minutos, depois de ‘The One’/‘I: The Weapon’ dar início a um concerto que há muito se esperava.
    A combinação de abertura do novo registo conceptual, inspirado no filme expressionista ‘Metropolis’, de 1927 do cineasta Fritz Lang, provou prontamente a capacidade das novas composições se afirmarem e ganharem uma outra dimensão ao vivo.
    ‘Ghost Trail’, do aclamado Eternal Kingdom, seguiu-se para gáudio dos inúmeros fãs presentes, que preenchiam a sala 2 do Hard Club, naquela que foi uma das poucas visitas aos registos anteriores do colectivo (‘Finland’ e ‘Owlwood’ perfizeram os restantes contactos), numa altura em que havia quem já afirmasse que estávamos a assistir ao concerto do ano.
    Na verdade, é difícil resistir à paixão dos acordes melódicos e turbilhões de riffs emanados das três guitarras, não ficar surpreendido com a estupenda secção rítmica composta por um som de baixo caloroso e duas baterias veementes e não ceder ao encantamento das ambiências e texturas electrónicas que nos trespassam e preenchem a alma de prazer, algo que nitidamente contemplamos em ‘Mute Departure’ e ‘Vicarious Redemption’ ou numa surpreendente ‘Passing Through’ carregada de sentimento. Tudo isto em sintonia com um trabalho de luzes fantástico e uma equalização sonora admirável.
    Rapazes de poucas palavras, os suecos, que agora se encontram reduzidos a sete elementos, depois da saída do vocalista Klas Rydberg, apostaram num desfilar de temas sem interrupções e ao longo de aproximadamente uma hora e meia brindaram-nos com a sua exuberância sonora, terminando com uma impetuosa ‘In Awe Of’.
    Apesar de ter faltado um ou outro tema, como ‘Leave Me Here’, se não estivemos perante o concerto do ano, estivemos perante um forte candidato a esse título.

    Anunciada já em ‘cima da hora’, a abertura a cargo do ‘dub’ de HHY, multi-instrumentista e produtor Jonathan Uliel Saldanha, afirmou-se como uma escolha pouco acertada para primeira parte de uns grandiosos Cult Of Luna.

    Agradecimentos:
    Prime Artists/Amplificasom

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos
    aqui!
  • Review - Birds In Row, A Thousand Words, Revengeance e Local Trap - V5, Porto -…

    27 jan 2013, 21:44

    Sábado 26 Jan – Birds in Row, Revengeance, A Thousand Words, Local Trap



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    O primeiro Cult da Ruins Sessions teve tudo para ser um sucesso e de facto foi. Se por um lado a bela iniciativa levada a cabo pela Ruins Records, recebeu a estreia no Porto de uma das mais recentes aquisições da Deathwish Inc., os franceses Birds in Row, e as boas bandas nacionais A Thousand Words, Revengeance e Local Trap, por outro, a presença de várias ‘distros’ e a exposição fotográfica do nosso Nuno Fangueiro ajudaram a encher o V5 e ao bom ambiente que se instalou.

    Com a primeira parte assinalada pelo hardcore/punk dos Local Trap e dos Revengeance a noite não podia ter começado de melhor forma. Enquanto os rapazes de Gaia abriram prontamente as hostilidades e deram início aos primeiros ‘pits’, os autores de ‘Complacent Complacency’ deram seguimento à impetuosidade instalada, expondo os temas desse mesmo registo.

    A cada concerto os A Thousand Words crescem de forma admirável. Apostamos neles como uma das bandas nacionais de revelação de 2012 e ficamos satisfeitos por não nos termos iludido. Os conhecidos temas do ep ‘Sinners’ fizeram os ‘estragos’ habituais, com a majestosa ‘Blind’ a governar, e os jovens algarvios ainda levantaram a ponta do véu quanto ao próximo registo. São grandes e não ficam a dever nada ao que se faz de semelhante por esse mundo fora.

    Por norma, se tem selo Deathwish Inc. é bom e é precisamente isso que acontece com os Birds in Row. A banda francesa que lançou um dos melhores álbuns de 2012 no que toca a hardcore caótico, o sublime ‘You, Me And The Violence’, estreou-se no Porto com uma prestação devastadora, comprovada logo aos primeiros minutos na intensidade de ‘Pilori’.
    À sonoridade densa e bem trabalhada, a raiva e fúria expressa no conteúdo lírico, que o vocalista/guitarrista Bart e os restantes companheiros tão bem transpuseram de estúdio para palco, fez com que a actuação atingisse proporções assombrosas, como observamos em ‘Among The Ashes’ ou no tema que dá nome ao último trabalho do colectivo, entoados de forma frenética pelos presentes.
    ‘There Is Only One Chair In This Room’ e ‘Cages’ foram alguns dos temas de ‘You, Me And The Violence’ apresentados, num set que também viu surgir composições anteriores como ‘Colossus’, ‘Chat Noir’ e em recta final ‘Word Of Astaroth’.
    No final, a ‘violência’ dos Birds In Row ao vivo estava confirmada.

    Agradecimentos:
    Ruins Records

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!
  • Review - Nine Eleven, Death Will Come, Blackjackers, Forbidden To Fly e Shitmouth -…

    21 jan 2013, 22:16

    Sábado 19 Jan – Nine Eleven, Blackjackers, Death Will Come, Forbidden To Fly, ShitMouth



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    De regresso à cidade do Porto, os franceses Nine Eleven apresentaram, no passado sábado à tarde, o mais recente registo ‘La Rêve De Cassandre’ e na companhia dos Death Will Come, Blackjackers, Forbidden To Fly e ShitMouth perfizeram mais uma bela matiné no Music Hole.

    O vendaval que se fez sentir, e que andou a provocar estragos pelo país durante o fim-de-semana, não impediu que o agradável espaço portuense enchesse, ainda que com alguma demora entre concertos e com o chegar da noite se tenha verificado uma significativa redução de público nos concertos de DWC e 9/11.

    Os ShitMouth, que aproveitaram a oportunidade para lançar a sua primeira Demo em formato ‘tape’, e os Forbidden To Fly, deram o início desejável às hostilidades, com o público a reagir bem ao punk e metalcore, respectivamente, praticado pelos rapazes portuenses.

    Quem já dispensa apresentações são os Blackjackers. Os nossos apelidados ‘amantes de casino’ apresentaram-se uma vez mais bem-dispostos e entusiásticos naquele que foi o melhor concerto seu que já presenciamos. Os autores do efusivo tema ‘Tiger Pun’ conhecem o verdadeiro sentido da palavra festejar e quem, no mínimo, não bateu o pézinho ou abanou o capacete ao som destes meninos que se acuse. Eles andam aí!

    Depois de se ver Death Will Come tantas vezes como já vimos não há muito mais a dizer sobre uma das melhores bandas de hardcore a nível nacional, tirando o facto de que assolam qualquer espaço por onde passem assinalando devastadoras actuações, algo que não foi excepção no sábado passado. Set curto e directo, sem tretas, como se quer o hardcore.

    Ainda em promoção ao último registo, ‘La Rêve de Cassandre’, que já conta com um ano de existência, não é de admirar que os franceses Nine Eleven tenham centrado o seu set maioritariamente no álbum conceptual de 2012.
    ‘I.nside t.he T.rojanhorse’, ‘From Haven to Hell’, ‘Starkweather’ e ‘Maison Dieu’ foram alguns dos temas interpretados que expuseram a fórmula equilibrada de peso e melodia, bem ao jeito do melodic hardcore que o colectivo pratica, que acompanha de forma agradável o interessante conteúdo lírico das suas composições.
    Competentes e coesos, os 9/11 expuseram o seu trabalho com nota positiva mas a conceptualidade do último registo, que ao vivo se torna de difícil assimilação para quem não está familiarizado com a sua recente sonoridade, fez com que a actuação não atingisse, infelizmente, outras proporções.

    Agradecimentos:
    Jofy

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!
  • Review - No Turning Back, For The Glory e Death Will Come - Hard Club, Porto -…

    14 jan 2013, 22:18

    Sábado 12 Jan – No Turning Back, For The Glory, Death Will Come



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    De regresso a Portugal para um fim-de-semana de promoção ao novo trabalho ‘No Regrets’, a banda ‘holandesa mais portuguesa de sempre’, aka No Turning Back, não deixou a cidade invicta de fora, demonstrando uma vez mais, perante uma casa bem composta, que o bom hardcore de raízes oldschool continua a ter seguidores no norte.
    A abertura ficou a cargo de uns dos melhores exemplos de produção hardcore nacional, com os For The Glory e os Death Will Come a mostrarem o que de melhor se faz por cá.

    Já nos habituamos à sua ‘rebeldia’ e ‘sensualidade’ em cima de palco, bem como às suas coesas e seguras actuações. Desta vez os Death Will Come não nos presentearam com a Intro de ‘I Want It That Way’ dos Backstreet Boys, mas brindaram-nos com uma música nova por entre os habituais temas do ep homónimo e de ‘Less Talk More Help’, sem esquecer as covers de ‘What Happened?’, dos H2O (com a vocalista dos galegos We Ride a dar o seu contributo), e de ‘No Faith’ dos Down To Nothing. Estão bons e recomendam-se!

    O último concerto dos For The Glory com o Cláudio Tavares na bateria foi de todos o mais sentimental da noite (pelas razões óbvias) com o Ricardo (Congas) a soltar umas lágrimas pelo meio, mas não confundam essa sensibilidade, que para além de saudável mostra como o hardcore é na realidade uma grande família, com falta de energia…estamos a falar de um dos expoentes máximos do hardcore português que se apresentaram novamente irrepreensíveis.
    ‘All Alone’, ‘Armor Of Steel’ e ‘Survival Of The Fittest’ foram as composições que originaram maior efusividade entre a plateia e que carregaram consigo o consequente despoletar de sing alongs e stages dives.

    Com o recente registo ‘No Regrets’ debaixo do braço, os No Turning Back lançaram-se em mais umas datas por Portugal e pelo menos na cidade do Porto não faltou ‘tuga style’ em mais uma vigorosa prestação do colectivo holandês no mesmo espaço que os recebeu em 2011.
    No entanto, poucos temas do seu último trabalho foram apresentados, destaque para os combos ‘Stand & Fight’/‘Your Downfall’ e ‘Bitter Forever’/‘Can’t Keep Me Down’, em benefício de um set mais vasto que percorreu maioritariamente os seus últimos quatro álbuns e que viu ainda as participações de Mimi, dos We Ride, e de Congas, dos For The Glory, em ‘Stay Away’ e ‘Stronger’, respectivamente.
    Por entre os já conhecidos ‘fodasse caralho’ de Martijn van den Heuvel, da referência à bebida de produção nacional ‘Um Bongo’ e de um pequeno concurso de melhor stage dive, a valer um cd e t-shirt ao vencedor do mesmo, o vocalista frisou que a componente lírica dos No Turning Back versa sobre a vida e a sociedade e não sobre se embebedarem e festejarem, realçando ainda que Portugal tem a maior cena hardcore da Europa devido ao grande público e grandes bandas que possui.
    ‘Go Away’, ‘In Your Maze’, ‘Take The World’ e já perto do fim ‘Do You Care?’, foram algumas das composições interpretadas, em mais uma positiva actuação dos NTB.

    Agradecimentos:
    On The Attack

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  • Review - Enter Shikari e Cancer Bats - Hard Club, Porto - 07/01/2013

    9 jan 2013, 02:18

    Segunda 7 Jan – Enter Shikari, Cancer Bats



    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!

    Considerados, duas vezes, como a melhor banda ao vivo pela Kerrang!, os Enter Shikari iniciaram da melhor forma a tour europeia de 2013, ainda de promoção ao último registo ‘A Flash Flood Of Colour’, no Porto, demonstrando o porquê de terem recebido esse título em 2007 e 2012 por uma das mais conceituadas revistas de música a nível mundial.
    A abertura ficou a cargo dos canadianos Cancer Bats, que por Maio do ano passado arrasaram o mesmo Hard Club, porém na sala do lado.

    Já o dissemos várias vezes e nunca nos cansamos de o repetir porque a verdade é para ser ouvida. Os Cancer Bats são das melhores bandas de Southern Hardcore da actualidade e o modo como a combinação de ‘Pneumonia Hawk’, ‘Trust No One’ e ‘Bricks & Mortar’ deu o mote à sua actuação resume-o na perfeição.
    Pela terceira vez na cidade do Porto, a banda de Liam e companhia já nutre um especial carinho pela invicta, chegando mesmo a referir que sempre que nos visitam são recebidos de forma calorosa e que ficam extremamente gratos por isso.
    É certo que as grades da sala principal do Hard Club rejeitam uma maior empatia entre banda e público e que impossibilitam os habituais stages dives e sing alongs do universo hardcore, o que tornou o concerto menos intenso se comparado com a última vez que por cá passaram, mas a atitude do colectivo de Toronto em cima do palco foi a mesma, algo que juntando ao vasto set que percorreu a sua discografia, temas como ‘Roadsick’, ‘Sleep This Away’ e a cover dos Beastie Boys ‘Sabotage’ foram interpretados, satisfez aqueles que compareceram pela banda canadiana.
    Como gostam de sair de palco em grande, ‘Hail Destroyer’ e ‘R.A.T.S’ providenciaram o melhor final possível.

    Com o aproximar do concerto dos Enter Shikari a sala assistiu a uma enchente considerável, provando que a maioria dos presentes estava ali exclusivamente pela banda britânica.
    Ao fim de uma introdução de dez minutos(!), com muito dubstep à mistura e em jeito de aquecimento, a dupla ‘Sytem…’/‘…Metldown’ assinalou o início daquele que viria a ser um grande concerto, colocando prontamente a plateia em alvoroço.
    Poucos minutos depois, a explosividade em palco dos rapazes britânicos já estava apreendida e exaltada em ‘Sssnakepit’, com o incansável Rou Reynolds a se aventurar no crowd surf pela plateia.
    A junção de post-hardcore com géneros electrónicos, tais como dubstep, converte a sonoridade dos Enter Shikari num estilo único e muito próprio, o que só por si já é admirável, mas aliada a uma soberba presença e coesão em palco e a um jogo de luzes espantoso torna, sem dúvida, as suas prestações ao vivo extraordinárias.
    Por entre agradecimentos, recordações de visitas anteriores ao nosso país e ainda de um peculiar choque entre o nariz de Rou e a guitarra de Rory (deixando o guitarrista a se questionar sobre o estado da mesma e não sobre o estado do seu companheiro), temas como ‘Destabilise’ e ‘Arguing With Thermometers’ puderam ser ouvidos (alinhamento centrado no último registo ‘A Flash Flood Of Colour’) bem como os clássicos de início de carreira ‘Sorry, You’re Not A Winner’ e ‘Mothership’, e ainda o single de ‘Common Dreads’, ‘Juggernauts’, que preencheram as expectativas dos incansáveis fãs presentes.
    ‘Gap In The Fence’, que fez Rou Reynolds pegar na guitarra acústica, provou que os Enter Shikari também são capazes de proporcionar momentos mais calmos e de índole mais sentimental e íntima, tal como observaríamos mais a frente em ‘Constellations’, já no encore.
    A terminar, ‘Pack Of Thieves’ e ‘Zzzonked’ queimaram os últimos cartuchos de um belíssimo concerto, repleto de cor e de luz, mas acima de tudo, repleto da energia dos Enter Shikari.
    Excelente maneira de começar o ano!

    Setlist:

    1. System...
    2. ...Meltdown
    3. Sssnakepit (Hamilton Remix)
    4. Sssnakepit
    5. Antwerpen
    6. Gandhi Mate, Gandhi
    7. Sorry, You're Not a Winner
    8. Destabilise
    9. Return to Energiser
    10. Warm Smiles Do Not Make You Welcome Here
    11. Gap in the Fence
    12. Juggernauts
    13. Arguing with Thermometers
    14. Mothership
    Encore:
    15. Constellations
    16. Pack of Thieves
    17. Zzzonked

    Agradecimentos:
    Everything Is New

    Reportagem Rock n' Heavy - Fotos aqui!