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  • Do Japão para o mundo: Covers pra que te quero! - Parte II

    29 jan 2014, 06:33

    Na primeira parte do post, mostrei algumas versões de músicas famosas de bandas mais famosas ainda cantadas por japoneses. Se gostou da ideia aqui vai uma continuação da lista de indicações, com artistas mais variados ainda! Preparados? Sem mais delongas começamos com:

    Spin Aqua - "Malibu" (Hole)

    O duo Spin Aqua pode não ter sido bem sucedido comercialmente, mas com certeza conseguiu se inovar em relação às bandas da época pela sua sonoridade pesada, revivendo os tempos de ouro do grunge com muita responsabilidade. Depois de muitas canções agitadas e bem arranjadas (graças ao K.A.Z.), o primeiro e último álbum da dupla japonesa fecha com um cover um tanto inusitado: uma das músicas mais famosas da banda Hole, liderada pela sempre polêmica Courtney Love, Malibu, dessa vez temos uma canção cuja sonoridade se volta à letra triste da composição, com apenas uma guitarra e um vocal rouco e leve, Anna Tsuchiya e K.A.Z. conseguem criar a faixa mais emocionante de Pisces, confira.

    アンジェラ・アキ - "Knockin' On Heaven's Door" (Bob Dylan)

    A pianista Angela Aki também teve a sua vez ao cantar Bob Dylan em um de seus trabalhos. A canção fora incluída no seu álbum ANSWER e é uma das favoritas dos fãs. A voz de Angela já chega a ser uma bênção aos ouvidos e com uma canção de Dylan a coisa fica séria, trocando o violão pelo piano os resultados ficaram diferentes, mas agradam tanto numa como noutra, onde a essência de cada artista permanece em sua versão. só ouvindo pra crer.

    オレスカバンド - "Monkey Man" (Toots & The Maytals)

    A banda de meninas Ore Ska Band foi chamada pelo trombonista jamaicano Rico Rodriguez para fazer parte da regravação dessa música que também foi revivida na voz de Amy Winehouse, as meninas então usaram a mesma música para fazer parte de seu álbum Shall we dance? de 2007. Temos uma versão que pode não vingar a original, tampouco o cover de Amy, mas ao menos as meninas inovaram com uma sonoridade ska punk que além de uma nova identidade à canção, também se encaixa com toda a atmosfera da música dos Toots & the Maytals, confira o resultado aqui.

    天野月 - "London Bridge Is Falling Down"

    Dessa vez não temos um artista cuja canção fora regravada, mas sim uma conhecida canção popular que surgiu na Inglaterra. O motivo de Tsuki Amano ter regravado "A ponte de Londres está caindo" foi seu álbum PEEK A BOO, para crianças, mas engana-se quem acredita que a cantora abriu mão de suas canções de rock e o resultado pode até impressionar pela agressividade em que a cantora refez a canção para os pequenos, uma pena ser essa uma das poucas músicas do álbum nesse mesmo estilo, mas, ao menos, podemos concluir que rock não tem idade. Confira o resultado dessa adaptação aqui.

    椎名林檎 - "Yer Blues" (The Beatles)

    Sheena Ringo já provou ser uma das vozes mais inesquecíveis do Japão, sua voz rouca combina com o rock psicodélico dos Beatles e a prova disso foi a regravação que Sheena fez de Yer Blues, do Álbum Branco dos besouros. Arranjos mais pesados, sem perder a influência do blues na canção graças ao baixo que não perde compostura é a maior característica da canção. A voz forte de Ringo é um charme adicional à toda agressividade e psicodelia imposta nessa regravação, fazendo dela uma das melhores da lista, duvida? Escute só!

    orange pekoe - "O Bêbado e a Equilibrista" (Elis Regina)

    Não, não está lendo errado, é uma intérprete brasileira que está sendo homenageada aqui. O duo japonês orange pekoe resolveu gravar um álbum em 2012 para homenagear nossa amada Elis Regina, uma das maiores intérpretes brasileiras que se tem notícia. O álbum agradou muito os fãs brasileiros e japoneses. Elis sempre foi muito presente nos festivais de Jazz europeus, sendo notado pela banda, que caprichou na homenagem. É muito bom ouvir a Tomoko cantando em português, escute a música clicando aqui.

    Olivia - "Africa" (Toto)

    Um clássico, simplesmente. Se a cantora americana JoJo sampleou a música para uma de suas canções, OLIVIA repaginou a música icônica da banda americana. Mas o resultado pode frustrar quem espera uma canção tão empolgante quanto a versão original. OLIVIA preferiu seguir o caminho do R&B e fez uma versão bem mais leve e calma, mas refrescante do sucesso Africa. A música foi lançada no single de Sea me e faz parte do repertório de músicas mais "viajadas" da cantora, no melhor estilo Downtempo. Escute aqui.

    亜矢 - "Who's Loving You" (Nikka Costa)

    A cantora grunge Aya preferiu seguir o mesmo caminho de Nikka Costa e não desgrudou do R&B ao regravar a canção. Segundo consta o site MetroLyrics a canção fora escrita por William "Smokey" Robinson, da banda The Miracles, mas a letra da canção da banda é diferente da cantada por Nikka, embora os títulos sejam os mesmos. A canção da banda fora regravada inúmeras vezes por artistas diferentes dos mais variados ritmos, sendo a versão de Nikka a única a ser cantada por ela... até Aya fazer a mesma coisa. Ambas as versões (Nikka e Aya) são muito parecidas, mas cada uma com sua identidade própria. A voz doce de Aya dá um toque especial ao blues e torna esta versão unicamente especial. Confira.

    Vamps - "Life on Mars?" (David Bowie)

    Regravar David Bowie é ter muito peito para muita responsabilidade, isso a banda VAMPS tem de sobra, uma vez que seus membros são veteranos no cenário musical: K.A.Z. (já falamos dele no início do post), já passou por inúmeras bandas até chegar ao VAMPS enquanto Hyde tem uma carreira extensiva no L'Arc~en~ciel, sendo o VAMPS a extensão de sua carreira solo. Com sonoridade pesada e arranjos satisfatórios, o cover do camaleão do rock não foi feito de qualquer forma e pode-se dizer que ambas as versões estão à altura. O belo vocal de Hyde, tal como o de Ringo, é um charme à parte, confira clicando aqui.

    Chara - "Time After Time" (Cyndi Lauper)

    Já falamos dela em outro post, Chara continua com seu timbre afinado e irretocável, mesmo assim ela pediu ajuda do cantor ハナレグミ, vocalista da banda SUPER BUTTER DOG para regravar o sucesso de Cyndi Lauper de 1984. Com apenas um piano, Chara fez uma regravação competente. O vocal feminino combinou bem com o masculino, criando uma composição harmoniosa. Chara também alterna entre agudos e técnicas vocais mais roucas e suaves, para não levar toda a atenção para si. Lauper pode não ter ouvido a versão de Chara para sua canção, mas sairia satisfeita se o fizesse. Espero que você também ao ouvir essa jóia.

    木村カエラ - "Oh, Pretty Woman" (Roy Orbison)

    Para comemorar seu aniversário de cinco anos de carreira, Kaela Kimura lançou um álbum com dois discos: o primeiro com seus maiores sucessos e outro com músicas inéditas, dentre elas esse cover "engraçadinho". Lembrando que Kaela gravou um álbum cover em 2013, recheado de participações especiais e recordações, onde cada canção é uma regravação de uma música dos anos 60-90.
    Falando em década de 60, a canção em questão foi regravada por muitos e muitos artistas, incluindo Van Halen. Impossível não lembrar dessa canção, considerada uma das melhores do rock dos últimos tempos, inspirando até um filme. Mas elogios à parte, Kaela se jogou e remodelou a canção para que ficasse à sua cara, e ficou. Temos um pop/rock bem divertido da cantora, o vocal está mais ágil e a música mais refrescante e dançante, considerando a canção em si, sem comparações, Kaela fez um trabalho nem fracassado, nem incrível, mas regravou de foma competente a canção de Roy Orbison. Escute.

    Terminamos por aqui, mas por enquanto, espero que tenham gostado e aguardem para uma 3ª lista em breve...
  • Do Japão para o mundo: Covers pra que te quero! - Parte I

    20 maj 2013, 02:19

    Os japoneses nem sempre se destacam por suas complexas letras em japonês, algumas bandas competentes tratam de homenagear cantores e/ou bandas que serviram de inspiração para suas carreiras, geralmente essas bandas são de outro paíse a banda homenageada, por sua vez, canta em inglês, sendo assim, um inglês fluente é fundamental.
    Veja abaixo algumas bandas que soltaram o verbo e não fizeram feio na hora de criar um cover e cantar inglês, cantando ritmos que normalmente não fazem parte de seus repertórios, confira alguns deles nessa primeira parte e depois conclua se os resultados foram bons ou ruins! Particularmente gostei de todas as versões, já que os cantores se colocaram na hora de gravar o cover sem de fato "matarem" o homenageado.

    LOVE PSYCHEDELICO - "Have You Ever Seen The Rain?" (Creedence Clearwater Revival)

    Talvez tenha sido o vocal de KUMI um dos pontos que fortalecem a banda. O vocal inglês (perfeitamente executado, já que KUMI morou em São Francisco por um bom tempo) fez desse cover uma música muito gostosa de se ouvir, além do que, a sonoridade retro da banda foi um ponto positivo, no qual modernizou a música sem altas modificações.
    Confira aqui a versão da dupla.

    Superfly - "Peace of my Heart" (Janis Joplin)

    Shiho Ochi tem motivos de sobra para se orgulhar de seu vocal, por isso apostou todas as fichas ao fazer um cover da Janis Joplin, obviamente não soou como a voz imcomparável da inesquecível cantora, mas Chiho fez um cover à altura, confira.

    PUFFY - "Lucy In The Sky with diamonds" (The Beatles)

    A dupla de pop/rock PUFFY lançou um álbum com muitos covers em 2009, dentre eles estava o clássico dos Beatles, as meninas colocaram um pouco de si mesmas na canção dos britânicos, o resultado até que não foi ruim, levando em consideração que ambas as bandas possuem sonoridades muito distintas. Ao menos a psicodelia presente na versão original pode-se notar aqui.

    J - "Call Me" (Blondie)

    O cover da banda americana Blondie ficou bem diferente na voz do baixista do LUNA SEA, a voz de J é bem grave, soa rouca, fazendo um encaixe perfeito entre o punk rock e o grunge, a mudança, contudo, não ficou ruim. Se lervarmos em conta que nunca ocorreu um cover, o resultado seria dos melhores, a adaptação é resultado de que nem sempre um cover, para ser bom, precisa soar parecido ou até mesmo idêntico do original, o que, ironicamente, poderia indicar perda de originalidade. Ouça aqui a versão do roqueiro.

    detroit7 - "Louie Louie" (Richard Berry & The Pharaohs)

    Um rock clássico ganhou uma roupagem nova com vocais femininos e riffs mais ágeis, além da bateria de Miyoko, que está impecável. detroit7 mostra que sabe fazer covers mutio bem e dispensa elogios. A música é muito conhecida, mas detroit7 parece ter sido a única japonesa a gravar um remake, ao menos dentre as bandas nipônicas, esta deve ser a versão mais conhecida, saquem só.

    Electric Eel Shock - "Iron Man" (Black Sabbath)

    Do Metal para o Rock N' Roll, a diferença não fez com que a qualidade da música se perdesse, o EES sabe fazer música com dosagens certas de humor e o mais puro rock clássico, tudo do bom e do melhor. A versão apresentada saiu bem feita, com riffs mais ágeis, porém mais leves, o vocal também ajudou a identificar a nova roupagem, Talvez não seja essa a canção mais conhecida da banda, mas ajudou a divulgar seus nomes pelo mundo. Confira aqui a versão dos caras do EES.


    LIV MOON - "Gimme Gimme Gimme (A Man After Midnight)" (ABBA)

    Mesmo cantando metal sinfônico este cover veio a calhar, Akane Liv emprestou seu vocal lírico para cantar uma das mais famosas canções pop dos últimos tempos. A versão da banda ficou no mínimo interessante, assim como o cantor J, a banda teve de fazer um trabalho mais pesado em cima do material, porém a readaptação ficou fiel à música original, vejam só.
    P.S.: Falando em J, o Liv Moon também regravou o sucesso de Blondie em arranjos mais pesados.


    9mm Parabellum Bullet - "Territorial Pissings" (Nirvana)

    Os japoneses demonstraram seu amor a banda ícone do grunge, Nirvana, fazendo um cd tributo com diversas bandas com sonoridades diferentes, dentre elas o 9mm Parabellum Bullet, cuja complexidade nas execuções de suas canções é um prato cheio para quem gosta de rock bem pesado, com muitas influências, apesar da banda ser recente, os caras assumiram o compromisso muito bem, foram dignos de representarem Nirvana nessa canção.

    OKAMOTO’S - "Give it Away" (Red Hot Chili Peppers)

    O quarteto é formado, unanimemente, por fãs dos Ramones, mas preferiram fazer um cover dos americanos do RHCP, o resultado foi algo neutro, talvez por essa música ser muito conhecida até para quem não morre de amores pela banda, mas também não é rejeitável a versão dos OKAMOTO'S, mas não supera a original (como toda composição cover, ou pelo menos a maioria), de fato a banda tem muito talento para dar em suas composições originais, onde eles depositam suas energias até a última nota. Confiram aqui a versão dos OKAMOTO'S

    Shonen Knife - "When you Sleep" (Bullet for My Valentine)

    Este talvez seja o mais diferente de todos os covers aqui apresentados, as meninas do Shonen Knife são conhecidas por suas composições divertidas e muitas vezes surpreendem, elas são, tal como os OKAMOTO'S, fãs dos Ramones, praticamente uma versão feminina da banda. O cover da banda de metalcore foi muito elogiada pelos fãs de Shonen Knife, o que mostra que elas sabem muito bem o que fazem, e de uma forma ou de outra, conseguem arrebatar mais fãs pela sua carisma. Confira aqui o cover, no qual as meninas mantiveram sua identidade preservada, sem se debruçar à banda original.

    土屋アンナ - "Stayin’ Alive" (Bee Gees)

    Uma das músicas de maior sucesso dos Bee Gees, imortalizada pelo filme "Saturday Night Fever " (Os embalos de sábado à noite), fora sampleada por 菅野よう子, que agiu em parceria com Anna Tsuchiya. A música ficou muito diferente da versão original: a letra permaneceu a mesma com uma roupagem nova graças ao vocal de Anna, o ritmo, por sua vez foi totalmente mudado, o resultado pode decepcionar para quem gostou muito da versão dos Bee Gees, mas para quem gosta de inovações é uma boa pedida, Anna Tsuchiya está mais dançante aqui, mesmo se tratando de uma composição de rock. Se ainda não a conhece, confira aqui.

    Aguardem, a segunda parte está por vir com mais covers!
  • +10 vozes femininas que valem a pena serem ouvidas

    19 maj 2013, 04:46

    Para quem se sentiu ofendido, desconfortável ou simplesmente insatisfeito com a lista anterior, aqui vem mais 10 vozes japonesas que, novamente ao meu ver, se saem muito bem no cenário da música, independente do gênero. Pena não pôr aqui tantos outros nomes (a lista é realmente enorme) então a seleção foi difícil de novo (o que facilitou foi a lista anterior). Aproveitem e leiam abaixo outras 10 vozes marcantes que você deve escutar (na minha opinião) caso ainda não tenha ouvido.
    Lembrando que essa é uma lista inteiramente nova, portanto não se pode comparar as cantoras da lista anterior com as atuais que encontram-se em posições iguais. Vamos lá:

    10ª 玉置成実
    Nami Tamaki é uma aposta que é mantida até hoje no mercado musical nippon. Semelhante à 林明日香, que apareceu com a medalha de prata na lista anterior, Nami Tamaki iniciou sua vida musical cedo, e aos 15 anos lançou seu primeiro single: Believe, foi aí que debutou de vez. Boa parte de seus trabalhos é lançada frequentemente em séries de anime e jogos. A voz de Tamaki é aguda, tipicamente japonesa, mas atinge timbres muito fortes, que afinal caracterizam-na muito bem, ainda mais por suas canções abrangerem características do Techno e trance, mistura que deu certo, semelhante ao T.M.Revolution. Tamaki inclusive cantou em dueto com Takanori Nishikawa , vocalista do T.M.R., fazendo uma combinação de forças vocais sem igual. Brightdown, Reason, Realize e a própria Believe estão entre seus trabalhos mais famosos.

    YUI
    A queridinha do Japão ocupa nossa nona colocação. Semelhante ao que acontece com a banda Superfly, YUI teve todos os seus principais trabalhos sempre em 1° lugar nas paradas japonesas. A carismática cantora é um prodígio no violão e sua voz doce e cativante parece mesclar-se bem a diversas combinações rítmicas, que variam entre o pop/rock e a baladas pop. Atualmente em hiato, não se sabe quando ouviremos a voz de YUI em novos trabalhos, lamentável... Canções como Rolling Star, Again, e LIFE eternizaram sua voz em boa parte, senão no mundo todo.

    Lucy (LAZYgunsBRISKY)
    A ex-LAZYgunsBRISKY possui voz um tanto diferenciada das demais, não se sabe ao certo, mas Lucy (que um pseudônimo) parece ter ascendência inglesa. Apesar de bastante influência de 浅井 健一 (que fora produtor das LAZYgunsBRISKY), Lucy soube fazer bem seu papel sem soar como uma cópia, seu vocal é rasgante, às vezes soa rouco, ora delicado, e outras vezes agressivo. Com tantas alterações, esperava-se muito da criatividade das meninas, mas a banda terminou suas atividades em 2012 (iniciaram em 2006), sendo que no mesmo ano a garota iniciou um novo projeto, o BORZOIQ, com uma sonoridade bem diferente de sua banda anterior, mas ao menos o vocal se manteve. A voz de Lucy pode ser apreciada em Liar, Navy Star e Song For Me (nessa última é possível ouvir a voz de Johnny Rotten, ex-Sex Pistols, claramente).

    江崎とし子
    Com sonoridade puxada para o folk, Toshiko Ezaki é pouco conhecida por estas bandas, acredito que seu trabalho também não seja muito visado por lá pelas montanhas nippon, apesar de seu trabalho no anime Pokémon te dar mais notoriedade. O fato é que temos uma voz marcante, forte, o que melhora tudo ao lado de uma criatividade única. Porém, não bastasse focar-se menos em sua carreira indie e olhar mais para seu lado de compositora e instrumentista para outros artistas, Ezaki demonstra maturidade tanto na voz quanto nas letras. Sua discografia é curta, não mais do que uns quatro ou cinco álbuns, contudo vale a pena dar uma conferida. Sokoni Soraga Arukara e Smile são suas canções mais conhecidas.

    小南泰葉
    A experimentalista e cantora de rock alternativo Kominami Yasuha é a nossa sexta colocada. Debutando em 2010, ela não para de lançar mais e mais trabalhos plausíveis. Uma de suas maiores influências é a cantora 椎名林檎 (Yasuha, inclusive, é frequentemente comparada à vocalista do 東京事変). Mas com muita originalidade ela se sobressai. A voz de Yasuha é aguda, pode soar rouca ou como um sussurro, fato é que seu gosto pelo macabro torna seu som, mesclado à sua voz, algo muito agradável de se ouvir (ou não). Vale a pena dar uma ouvida em Usotsuki to Salvatore, Soupy World e Kibou, trabalhos muito bem feitos, já que não limitando-se aos vocais, ela também demonstra perícia com a guitarra.

    Youjeen
    A vocalista do Cherry Filter é coreana, mas tudo bem, ela domina o japonês também, além de sua ascendência japonesa, boa parte de suas músicas (ao menos em sua carreira solo) são cantadas nesse idioma. Inicialmente Youjeen iniciou numa espécie de “Pop/punk”, ou simplesmente adotando influências deste estilo em seu primeiro álbum, The Doll, criando sonoridades e letras muito boas. Em seguida, em seu segundo álbum Bewitch, adotou influências pop, criando um abismo entre os dois álbuns. Ambos, porém, são semelhantes à todos os trabalhos que ela faz com o Cherry Filter, o que mostra o quão diversificada é a sonoridade dessa banda e o quão abrangente sua voz consegue ser. O vocal de Youjeen é bonito, único, soa rouco, mas muito bem afinado para uma cantora punk, apesar de alguns gritos e de certo peso nos vocais, Youjeen é uma boa pedida. Se ainda duvida confira as músicas Imitation,.... You, Be Bad!! e Happy Happy Girl.

    天野月子
    Outra cantora que pode soar como underground é Tsukiko Amano, nossa quarta colocada. Ela faz um rock no qual estamos acostumados a ouvir, pelo menos se levarmos em consideração que você escuta rock de qualidade, com uma pegada rock’n’roll. Amano não consegue se desvencilhar de baladas mais lentas, que são seu mérito desde seu debut. A cantora porém demonstra pegada com letras e riffs que grudam na cabeça, assim como Nami Tamaki ela também empresta algumas de suas canções para games, mas bem menos para séries em animes. A voz de Tsukiko Amano (que agora usa o nome de 天野月) é uma bênção, não poderia se encaixar melhor em seu próprio estilo; ela não faz a típica “Lolita do rock” que estamos acostumados a ver (北出菜奈, diga-se de passagem) e não consegue fazer nada que soe forçado. Bodaiju, seu debut, hit arrasador e viciante, Treasure e Koe são indicações para quem curte um bom rock (desvinculando-se desse estereótipo comum que é o J-Rock (lê ).

    KOKIA
    Pode-se dizer que temos outra representante do folk, embora esta não seja sua linha musical principal. Yoshiada Akiko, conhecida pelo nome artístico Kokia (A + Ki + Ko ao contrário) é uma cantora lírica neoclássica muito famosa no Japão, assim como Tsukiko Amano e Nami Tamaki, ela também empresta algumas de suas canções para games e uma quantia menor para animes. Desde pequena sabe tocar piano e violino. A cantora é mais famosa em outras bandas da Ásia, como Hong Kong e Taiwan (onde debutou primeiro em 1999). Kokia estudou inglês nos Estados Unidos e ópera na universidade, foi enquanto estudava lá que ela lançou seu primeiro single (tinha então 20 anos) em 1996, mas o debut só aconteceu no Japão em 2003. A qualidade vocal de Kokia é impressionante, com vocal limpo e sussurrado. Em 2004, no programa de TV “Daimei no Nai Ongaku-kai 21”, Kokia tentou quebrar o Recorde Mundial do Guinness para a mais longa nota realizada. Ela cantou à capela "’O Sole Mio”, segurando uma nota por 29,5 segundos, uma proeza para poucos, mas infelizmente ela não quebrou o recorde. Chega a ser difícil dizer quais trabalhos devem ser ouvidos primeiro; Os debuts Arigatou... e The Power of Smile são interessantes, Yume ga Chikara e Fate também são boas pedidas, mas é aconselhável ouvir bem mais que isso, a discografia desta pérola é muito extensa e vale a pena ser ouvida.

    椎名林檎 (東京事変)
    Tem que ser muito boa para estar nesta lista ocupando o segundo lugar no pódio, eis que aqui encontram-se uma das mais renomadas cantoras do Japão, a líder do aclamado Tokyo Jihen, Sheena Ringo, pegou a medalha de prata nessa lista. Foi a 36ª colocada dentre os 100 maiores artistas japoneses de todos os tempos pela companhia HMV. Assim como Superfly e YUI, todos os trabalhos principais de Sheena Ringo estrearam na primeira colocação dentre os álbuns mais vendidos do Japão durante seus lançamentos. Além de ser multi-instrumentista, compositora, diretora (de filmes) e atriz, é também dona de uma voz inconfundível, Sheena não gostava de sua voz, por ser mais puxada para um tom rouco. Ela é uma admiradora confessa de Eddi Reader e tem um estilo peculiar de tocar e cantar, hoje ela usa sua voz à seu favor, que junto às suas complexas composições ela expande seu vocal para além do mais puro rock’n’roll, fundindo jazz, enka, funk, hip hop, experimental, alternativo, bossa nova e muitos outros estilos musicais. Não só a voz, mas também a qualidade de seus vídeos (com ou sem o Tokyo Jihen) tornam Ringo uma artista única, é realmente gratificante ver como uma voz peculiar consegue se misturar a tantos gêneros.

    E o tão esperado primeiro lugar ficou com...

    志方あきこ
    O folk ficou em alta nessa lista, mais uma representante chamada Akiko. A medalha de ouro dessa vez ficou para mais uma veterana no mundo da música japonesa: Akiko Shikata. Akiko é uma soprano-lírica, assim como Kokia. Dona de voz poderosa, é multi-instrumentista, compositora, arranjadora e produtora de suas próprias músicas. Seu estilo musical pode ser definido como Neoclássico, com uma profunda tendência ao experimentalismo, ainda assim consegue ela torna-lo mais extenso, abrangendo vertentes musicais que fogem aos gêneros convencionais, (principalmente por estamos falando de uma cantora lírica) tais como o Neofolk, Avant-gard, World Music, Symphonic Metal, Folktronica (com influências de Industrial), New-age e Dark Ambient, sua sonoridade é bem medievalesca, com tons célticos, e os resultados são muito bons! Assim como outras que passaram aqui, Akiko é conhecida por emprestar algumas canções a games e animes. Não bastasse sua peculiaridade vocal, Shikata também instrumentaliza sua própria voz, criando um verdadeiro coral com vozes mais graves ou agudas, ela também usa esses vocais mecânicos em seus shows, como um instrumento, obviamente seu soprano poderoso é notável ao máximo. Para se ter uma ideia de seu complexo "coral de uma só pessoa", em uma única canção de Shikata, pode haver até 200 faixas vocais separadas gravadas por ela!
    Não é só isso, Akiko Shikata também é multilíngue, geralmente cantando suas canções em japonês e italiano, mas há uma porção de suas músicas em idiomas incomuns como turco, uyghur (dialeto turco), grego, ainu e tibetano, outras em francês, inglês ou alemã. Ela também canta em “hymmnos”, uma língua criada para a série de jogos “Ar tonelico” (semelhante ao que os POLYSICS fazem com o "gibberish").
    É muita qualidade para uma só pessoa, Shikata, por essas e outras mais é digna da medalha de ouro nessa lista, não esqueçamos das recomendações: Inori no Kanata, Siren e EXEC_HARMONIUS/. são três recomendações para se conhecer Akiko, sugeriro que busque também os álbuns instrumentais, ela é muito boa tocando também
    .
    Diante de tantas características, fechamos a lista de outras dez cantoras japonesas que valem a pena serem ouvidas, espero que tenham gostado, até mais!
  • Dez Vozes japonesas femininas que valem a pena serem ouvidas

    5 maj 2013, 22:48

    O Japão sempre foi visto em sua vida musical com destaque pelas suas cantoras e seus timbres um tanto peculiares, porém muito semelhantes entre si. Aqui estão listadas 10 cantoras cujas vozes valem a pena serem ouvidas, mesmo que o gênero das mesmas não agradem elas se destacam, seja pelo seus timbres ou pela sua originalidade. vale lembrar que este post é pessoal e não reflete uma opinião pública, mas sim pessoal. Agora vamos lá.

    10° アンジェラ・アキ
    Não bastasse ser linda e instrumentista, a pianista Angela Aki se destaca na décima posição da lista pela sua bela, doce e incomparável voz. A cantora lançou-se no ano 2000 nos EUA, mas foi no Japão que debutou, além de ser metade italiana, metade japonesa, sabe cantar inglês fluentemente. De suas produções destacam-se 告白, Kiss Me Good-Bye e This Love.

    宇多田ヒカル
    A cantora de JPop Utada Hikaru se destaca dentre suas "concorrentes" pela sua voz peculiar, muito calma. O Pop de Utada acompanha sua serenidade, com baladas limpas e originais, vale a pena conferir os trabalhos da cantora, que também sabe cantar inglês e às vezes (como é costume) mescla os dois idiomas numa só canção. A mais famosa dentre as cantoras da lista (se gosta de JMusic, independente de ouvir pop ou não, já deve ter ouvido falar nela) tem em seu repertório canções muito famosas como Passion, First Love (seu debut) e Beautiful World.

    亜矢
    Eu a considero a "rainha do grunge". Aya terminou sua carreira muito cedo e tinha muito talento. Sua voz também era uma característica à parte, soava muito bem com seus riffs pesados. Sua banda contava com músicos de peso, todos do cenário grunge americano (a cantora também sabe cantar inglês muito bem). Para mais detalhes vejam a wiki da cantora. Dentre as composições de Aya destacam-se Nobody, Blue Butterfly e Kinjirareta Uta (fez sucesso relativo na Europa com este trabalho).

    Tomomi Nabani (detroit7)
    Temos uma pérola do rock'n Roll aqui! Tomomi tem uma voz incomparável, única e que combina bem com o rock do detroit7 (agora se chama DETROITSEVEN). Também sabe cantar inglês e, inclusive, cantou com a banda punk The Vibrators em 2012 (e ainda tocou guitarra). A voz de Nabana pode ser ouvida nas músicas Stooges, Love & Confused e Louie Louie (regravação do The Kingsmen), mas para quem curte rock vale a pena conferir todos os trabalhos da banda.

    AKANE LIV (LIV MOON)
    A representante do Metal Sinfônico na nossa lista (não poderia faltar uma, caso existisse) pegou nossa sexta colocação. Sempre comparada a outras cantoras do gênero, como Tarja ou Simone Simons. Mesmo não sendo japonesa (seu pai é polonês e sua mãe coreana), seus dotes vocais também ganham características asiáticas, como um tom mais agudo. Enquanto as vocalistas de metal sinfônico geralmente possuem uma amplitude vocal de 4 oitavas, Akane possui 3. Sua bela voz pode ser ouvida em The Phantom Of The Opera (considere apenas os vocais dela, porque os masculinos estão muito ruins!), Amen! e Child In Time (cover do Deep Purple).

    Ochi Shiho (Superfly)
    A poderosa Shiho Ochi comanda a banda Superfly desde sua formação em 2007, sua sonoridade retrô permite que Shiho caminhe sobre várias músicas antigas do rock'n'roll, mesmo em inglês, no qual ela canta muito bem. Sua voz é muito potente, mas também atinge tons bem calmos e leves, vale a pena conferir todos os covers da banda Superfly (no álbum Wildflower & Cover Songs: Complete Best 'TRACK 3'), dentre seus trabalhos originais recomenda-se Manifesto, Alright!! e No Bandage.

    Fukuhara Miho
    Por pouco Miho não entra no pódio. Sua voz está no mesmo nível de Shiho Ochi, inclusive lembra um pouco a Christina Aguilera. Miho gosta de cantar blues e jazz e geralmente ofusca suas participações especiais com sua voz (alguns trabalhos soaram muito bem, como a parceria com Leona Lewis e 和田 アキ子, considere esta última, inclusive, dividindo a quarta posição com Miho). Ainda vamos ouvir muito falar dela. Vale a pena ouvir Miho Fukuhara em Touch & Love, Change, Let It Out (muita gente só conhece esse trabalho dela, uma pena) e Lose Control.

    Chara
    Aqui nós temos algo bem diferente de tudo que vimos anteriormente. Não temos uma cantora com timbres poderosos por natureza, então oque ela faz aqui? Oras, não estamos falando de cantoras com com timbres poderosos, mas sim de vozes marcantes, e Chara é digna de estar nessa lista e ocupando a terceira posição (veja o porquê mais adiante). Seus vocais são super suaves, a voz soa como um sussurro, como uma Caroline da vida, mas melhor! Chara consegue atingir outros timbres com sua voz, mas em nenhum lugar no mundo surgirá igual, levando em conta que a cantora já passou dos 40 anos e prossegue impecável. Alguns fãs dizem que Chara é como uma Björk do Japão. Ficou curioso? escute ao menos as faixas Union, Duca, Kataomoi, Elegance e LiLiCo. É muita música para listar, essas são apenas minhas singelas sugestões para essa cantora gigantesca.

    林明日香
    Esta garota (agora não mais) é digna de ocupar o segundo lugar da lista. Asuca Hayashi é uma voz potente, madura e convicta, semelhante à Shiho e Miho, antigas colocadas, porém Asuca consegue soar mais grave que elas. A diferença é o seguinte detalhe: ela alcançou essas variações vocais com apenas 13 anos de idade!! Duvida? No youtube é possível ver e ouvir muitos vídeos desta cantora magnífica, cujo nome expandiu-se por conta do filme Pokémon (no qual Jirachi aparece) que usou sua música mais famosa, Chiisaki Mono, como tema. A linda voz de Asuca é misturada a baladas folk com soul music. Seu timbre é realmente lindo, vale a pena conferir. Para completar as indicações, vem Renka e Rin no Kuni, a cantora também sabe cantar em inglês, cantou até um cover de Aretha Franklin numa de suas apresentações ao vivo.

    山根麻衣
    Medalha de ouro! Muito bem merecido! Mai Yamane não é muito conhecida aqui no Brasil, mas do pouco que podemos conferir está a prova do qual poderosa essa cantora é. Tudo que vemos (ou pelo menos a maioria) está nas trilhas sonoras do anime Cowboy Bebop, no qual trabalhou ao lado de 菅野 よう子 (inclusive, elas fizeram outros trabalhos juntas). No começo não sabia que Mai era uma mulher, porque ainda não tinha visto qualquer informação sobre ela, a não ser escutar (quem nunca a ouviu deve ter ficado muito curioso, no mínimo). Apesar de sua voz potente e incomparável, mas que também atinge timbres muito suaves (como na música Blue), Yamane parece não ter tanta visibilidade quanto merece nas terras nipônicas, uma pena. Sua voz rouca soa como uma Janis Joplin japonesa. Recomendo as músicas The Real Folk Blues, Want It All Back e Don't Botter None. Altamente recomendado para quem gosta de blues e jazz, que, ao que me parece, a cantora ama.